Vinho, o inimigo dos dentes
14 MAR
Categoria Saúde Bucal

Vinho, o inimigo dos dentes

Os tintos mancham, mas os brancos, por serem mais ácidos, podem ter uma ação ainda mais prejudicial

Degustar um bom vinho é um prazer insubstituível para muitos. Mas se você é daqueles que não passa um dia sem erguer uma taça da bebida – ou mesmo se for um apreciador apenas nos fins de semana –, fique atento. Dentistas e pesquisadores cada vez mais têm chamado a atenção para os efeitos danosos do vinho sobre os dentes.

O problema não é apenas estético, com as manchas provocadas pelos pigmentos presentes nos vinhos tintos. O branco, por ser mais ácido, tem uma ação ainda mais danosa à superfície dos esmaltes, alerta o especialista em odontologia estética Newton Fahl Jr.

– A erosão acontece porque o vinho branco causa a desmineralização do dente, ou seja, a perda de cálcio. Além disso, depois de beber o vinho, ao escovar os dentes, naturalmente ocorre um processo abrasivo, acentuando o desgaste e deixando, com o tempo, um aspecto de dentes envelhecidos – explica Fahl Jr.

Em casos extremos, pacientes que apresentam exposição do colo do dente (entre a coroa do dente e a raiz) podem sofrer lesões múltiplas. Segundo o especialista, o problema ocorre porque o ácido age sobre a dentina, pequenos túbulos que fazem a conexão da parte interna com a parte externa do dente. Esses tubos são abertos, permitindo uma comunicação microscópica, mas direta, o que gera sensibilidade.

Nesses casos, o tratamento indicado é a restauração do dente com enxertos gengivais para recobrir a área exposta, restaurações com resinas compostas, ou por ambos.

– Se a exposição for pequena e houver sensibilidade ao ácido do vinho, podemos realizar uma vedação dessa área, com um verniz especial ou por procedimentos de obturação nos túbulos – diz Fahl Jr.

Para as manchas causadas pelos tintos, a principal opção para quem busca resultados em curto prazo é o clareamento feito no consultório, com o uso de equipamentos sob a ação de géis com uma concentração maior de peróxido. Mas o procedimento não é indicado para pacientes que tenham sensibilidade.

– Deve ser feito com muita parcimônia, pois pode resultar em degeneração irreversível do dente – enfatiza Fahl Jr, ressaltando que são necessárias pelo menos três sessões, de 45 minutos a uma hora, para o tratamento ter eficácia.

Uma alternativa para quem não tem pressa ou que apresenta sensibilidade nos dentes é o clareamento feito em casa, porém sempre com a orientação do dentista. O paciente utiliza uma moldeira com a ação de um gel à base de peróxido. O tratamento requer pelo menos 14 dias de uso ininterrupto da moldeira. Depois, é preciso fazer reidratação e fluoretação dos dentes por sete dias.

 

Fonte: Clic RBS

 

 

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